Autoridades chinesas executam ex-chefe da polícia regional por homicídio e corrupção


Autoridades chinesas executam ex-chefe da polícia regional por homicídio e corrupção

A Corte Suprema Popular da China anunciou na sexta-feira (26) a sentença de pena capital do ex-chefe da polícia da região autônoma da Mongólia Interior e conselheiro político, Zhao Liping, informa a agência chinesa Xinhua.

No início de fevereiro do ano passado, a Suprema Procuradoria do Povo da China acusou o ex-funcionário de homicídio e posse ilícita de armas. Segundo a investigação, Zhao Liping matou a tiro uma pessoa em março de 2015 na cidade de Chifeng. No final de julho de 2015, ele foi excluído do partido político. Zhao Liping também era presidente de uma repartição da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês na Mongólia Interna.

Segundo a corte, entre 2008 e 2010, Zhao Liping recebeu ilegalmente 23,7 milhões de iuanes (cerca de R$ 11,3 milhões).

A China prevê a pena capital para várias violações do direito criminal. Na maioria dos casos, a sentença foi dada por tráfico de drogas. Ultimamente, tem crescido o número de execuções por corrupção. Em abril de 2016, autoridades chinesas decidiram que a pena capital será sentenciada em caso de apropriação ilegal ou subornos de mais de US$ 460 mil (R$ 1,5 milhão).
Saiba o que fazer em caso de explosão de bomba nuclear

Se você vir uma bomba atômica a explodir, não entre no seu automóvel. Em um dos seus artigos recentes, a edição americana explica por que essa seria uma péssima ideia.

Caso sobreviva a uma explosão de uma bomba nuclear de uma potência de uns 10 quilotoneladas, o que constitui 66% da potência de cada uma das duas bombas detonadas pelos EUA no Japão em 1945, provavelmente você entraria em pânico, mas há que recordar uma regra muito simples: nesta situação, usar automóvel pode causar um dano irreparável à saúde.

Todos devem saber que nem o cristal nem o metal do veículo de transporte protegeriam você dos efeitos da radiação emitida pela explosão, afirma o especialista em assuntos de proteção radiológica, Brooke Buddemeier, na edição Business Insider.

Seria lógico evitar dirigir seu automóvel depois de uma explosão nuclear, no melhor dos casos porque as estradas estariam cheias de motoristas em pânico, acidentes de trânsito e escombros.

Entretanto, estas não são as razões principais por que os sobreviventes não devem entrar em um carro ou dirigi-lo. Há outra causa que constitui a consequência mais assustadora de uma detonação nuclear, chamada poço radioativo.

O poço radioativo é uma mistura complexa dos produtos de fusão ou radioisótopos que são criados durante a desintegração de átomos. Muitos produtos de fusão se descompõem rapidamente e emitem radiação gama.

A explosão e este tipo de radiação, a curto prazo, pode causar danos às células do corpo humano assim como a sua capacidade de se recuperar, provocando uma doença chamada síndrome de irradiação aguda. Entre outras coisas, afeta o sistema imunológico e a capacidade do corpo de combater infeções, assinala o especialista.

A melhor opção para sobreviver a um desastre atômico é se refugiar em uma construção robusta o mais rápido possível. Uma vez que entre nela, deve se dirigir ao centro do edifício ou, se for possível, a um espaço localizado debaixo da terra e permanecer lá por 12 a 14 horas.

A razão pela qual há de esperar tanto tempo é porque os níveis da radiação gama caem de maneira exponencial depois da denotação: os radioisótopos quentes se desintegram em átomos mais estáveis e representam ameaça menor.

O especialista assinalou que há uma exceção importante nesta regra sobre o uso de automóveis após uma explosão nuclear: se estiver no seu automóvel dentro de uma garagem de concreto, este material poderia servir como escudo; neste caso, pode permanecer em seu veículo.

De acordo com Buddemeier, se todos seguissem estes conselhos, isto poderia salvar centenas de milhares de vidas.
Como exército de voluntários se organiza nas redes sociais para bombar e desmentir boatos sobre Bolsonaro para 2018

Como exército de voluntários se organiza nas redes para bombar campanha de Bolsonaro a 2018







O celular de Thiago Turetti, de 33 anos, não para de apitar. Enquanto desliza os dedos pela tela, diz que já perdeu a conta de quantos grupos de WhatsApp participa. O conteúdo das mensagens, no entanto, é um só: Jair Bolsonaro.

O deputado carioca do PSC (Partido Social Cristão) transformou-se em um dos políticos com maior influências nas redes sociais, chegando a 4,2 milhões de seguidores no Facebook - mais do que o ex-presidente Lula (2,9 milhões) e do que o atual mandatário Michel Temer (580 mil). Neste ano, a popularidade começou a traduzir-se em intenção de voto.

Mas Bolsonaro não está sozinho na empreitada digital. O parlamentar conta com um exército de voluntários que, além de compartilhar suas postagens, criaram comunidades online para divulgar seu nome pela internet.

Com o objetivo final de alçá-lo à Presidência do país, esses simpatizantes deixaram de lado as ações individuais e formaram uma rede ainda difusa, mas com representantes em vários lugares do Brasil, para reforçar a campanha. Impulsionados pela crise política, e com auxílio do próprio Bolsonaro, discutem as melhores estratégias para atrair público e orientam simpatizantes do congressista a agir para bombá-lo nas mídias sociais.

Turetti, que recebeu a BBC Brasil em sua casa, na grande São Paulo, diz que é um dos fundadores desse movimento. Apresenta-se como coordenador de importação e, nas horas vagas, administrador da página "Jair Bolsonaro Presidente 2018", que tem mais de 400 mil curtidas no Facebook.

Ex-seguidor do filósofo comunista Karl Marx, hoje se identifica mais com bandeiras do deputado, como a castração química para estupradores.

"Marx pregava união e igualdade e fui percebendo que era utopia. Quando você conhece a natureza humana, vai ficando cruel."

Turetti e outros administradores na internet dizem que seu trabalho ajuda a explicar a ascensão de Bolsonaro nas pesquisas. Todos dizem não receber nada pelo esforço.

"Modéstia à parte, se não fossem as redes, hoje ele seria um Enéas (Carneiro, ex-deputado morto em 2007) da vida", compara Thiago Novais, de 34 anos, criador da página 'Eu Era Direita e Não Sabia', que tem 364 mil curtidas no Facebook.

Em sondagem publicada em abril pelo Datafolha, o parlamentar ficou em segundo lugar na disputa de 2018 - em cenário que inclui Lula, Marina Silva e Aécio Neves -, com 15% das intenções de votos no primeiro turno. Em 2015, eram 4%.

Jair Bolsonaro, que anunciou sua pré-candidatura no ano passado, não quis conceder entrevista à BBC Brasil.


Direito de imagemMAYRA SARTORATO/BBC BRASILImage captionRede formada por Thiago Turetti usa estratégias de Facebook e WhatsApp para angariar simpatia à candidatura
Como começou

A estratégia online não tem data exata de criação, já que o ativismo foi se fortalecendo nos últimos anos.

A maioria dos entrevistados pela BBC Brasil diz que ouviu falar de Bolsonaro pela primeira vez entre 2013 e 2014 pela internet. Desde então, passaram de só divulgar informações sobre o deputado a falar de eleições.

O militar reformado está em seu sexto mandato na Câmara. Em 2014, foi o deputado mais votado do Estado do Rio de Janeiro, com mais de 460 mil votos. De lá para cá, suas declarações controversas sobre comunismo e a esquerda ganharam cada vez mais repercussão.

"O brasileiro é carente por líderes, né, e ele assumiu esse vácuo, como uma figura transparente, que fala o que pensa. A ideia de elegê-lo veio porque ele não tem histórico de corrupção."

Dom Werneck, que se identifica apenas como militante, é conhecido por recepcionar Bolsonaro toda semana no aeroporto de Brasília, cidade onde mora. Werneck afirma que foi "o precursor" dessa rede, em 2013, quando conheceu as opiniões do parlamentar. No ano seguinte, o encontrou pessoalmente.

"Bolsonaro é um dos poucos políticos que têm uma militância voluntária. Me aproximei dele por causa disso e falei 'vamos fortalecer a militância para o senhor vir aí em 2018'. Aí começamos a trabalhar", diz.

"Eu fazia uma lista (de apoiadores) e pedia a ele que mandasse um recado para cada um. As pessoas gostavam e desenvolviam grupos em suas cidades."

Werneck fundou o que chama de "movimento bolsonarianista", que tem mais de 80 grupos de WhatsApp com integrantes do Brasil todo.

Direito de imagemARQUIVO PESSOALImage captionCriadores de páginas de apoio ao deputado, como Thiago Novais, dizem querer mostrar 'quem Bolsonaro é de verdade'
Facebook e WhatsApp

No esquema digital, os chamarizes são as páginas no Facebook. A maioria cita o deputado no título e tem centenas de milhares de seguidores, como "Bolsonaro Opressor 2.0", com 735 mil curtidas e "Bolsonaro Presidente", com 493 mil curtidas.

As publicações, cujo alcance é de milhões de usuários, são um misto de fotos do parlamentar e críticas a representantes dos três Poderes.

O objetivo principal é "mostrar quem Bolsonaro é de verdade", diz o administrador Thiago Novais, da "Eu Era Direita e Não Sabia".

Outra meta é suavizar seu discurso. Embora elogiem a atuação do deputado, alguns reconhecem que o estilo radical pode prejudicá-lo na corrida presidencial.

"É claro, ele deve ter um probleminha, porque é militar, é truculento. Mas a gente tenta moldar na nossa página um Bolsonaro maduro na questão política, falando sobre como vai mudar a educação, por exemplo", diz Thiago Turetti.

Para chegar a esse fim, são vários os vídeos do pré-candidato visitando colégios militares. Uma de suas bandeiras é a militarização das escolas públicas.
Espalhar o nome de Bolsonaro

Apresentar as propostas do deputado não é suficiente. Para os entrevistados, é preciso que elas sejam levadas a milhões de brasileiros.

É aí que entram os grupos do WhatsApp, nos quais os apoiadores avisam e são avisados sobre aparições de Bolsonaro na imprensa, polêmicas envolvendo seu nome e enquetes presidenciais. O convite para entrar acontece pelo Facebook.

A intenção é que essas pessoas acessem links sobre o "mito", como é conhecido nessas comunidades, façam campanha em seus perfis e comentem em posts, para espalhar o nome de seu candidato.

Os comentários do tipo "Bolsonaro 2018" são incentivados em todas mídias, inclusive em matérias sobre outros temas.

"Galera, sempre usar #bolsonaro2018 nas publicações", diz um participante do grupo Bolsonarianos-SP.

"Sempre faço isso. Excelente para subir o nome dele", responde outro.

"Está tendo um ao vivo no Facebook e a pessoal está lá, como se fosse soldado. É como um exército do Bolsonaro mesmo. As pessoas estão passando esse costume de umas para as outras e cada vez menos precisamos lembrar", diz Novais.

Os administradores afirmam que discussões com pessoas de opiniões contrárias às do parlamentar, como feministas e petistas, não são estimuladas nos movimentos.

Mas não é raro ver bate-bocas virtuais envolvendo o nome de Jair Bolsonaro. Além disso, conteúdos críticos a esses grupos são publicados com frequência no Facebook.

Em meados de maio, por exemplo, a página Eu Era Direita e Não Sabia postou uma montagem com as fotos de Dilma e Lula. Na legenda lê-se "roubamos o Brasil todo e ainda tem babacas que nos apoiam".Direito de imagemREPRODUÇÃOImage captionGrupos de WhatsApp em todos os Estados do país são integrais para estratégia de "bolsonarianistas"
'Blindagem'

No caso de reportagens que tratem de Bolsonaro, como esta, os links são compartilhadas nos grupos. E a ordem é acessá-los massivamente.

"A Veja fez uma matéria sobre ele, aí a gente manda para o pessoal ler, para o texto ficar em primeiro lugar", diz Dom Werneck, criador do "movimento bolsonarianista".

Se o artigo for crítico, a reação inclui mensagens para o jornalista e até ligações para a redação, numa estratégia de "blindagem" da imagem do pré-candidato. O mesmo vale para políticos.

"Maria do Rosário escreve algo no Twitter com o que a gente não concorda ou Jean Willys, ou um blogueiro, e aí montamos um grupo e começamos a postar comentários, mandar mensagens. A gente mostra que não é bem assim."

Apesar do tom de desaprovação que dizem ser usado por colunistas e repórteres ao falar de Bolsonaro, seus apoiadores enfatizam a importância da imprensa para a popularidade do parlamentar.

"Os jornalistas pensam diferente da massa brasileira. Eles publicam essas posições achando que o pessoal vai ficar indignado, mas o pessoal cria admiração. A grande massa pensa que 'bandido bom é bandido morto' e é isso que Jair prega", diz Thiago Turetti.

"Cada bobagem que ele diz é propaganda de forma instantânea. Quando as pessoas vão procurar de quem estão falando mal, descobrem que o cara não tem histórico de corrupção", continua.

Turetti faz parte de um grupo do WhatsApp que reúne apenas administradores de redes sociais. Lá, a conversa é focada em ampliar o alcance das páginas no Facebook. Até meados de maio, 70 pessoas integravam essa equipe.

"O Facebook é a cereja do bolo, mas por trás funcionam os grupos, que são fundamentais. É aí que o pessoal fala: 'bora' postar esse vídeo, compartilhem nas suas redes", diz Novais.

Entre as táticas usadas estão intercalar assuntos mais sérios, como vídeos do congressista, com piadas sobre nomes de esquerda ou feministas. E sempre usar o material compartilhado na página oficial de Bolsaonro.

Além disso, dizem os militantes, para aumentar a audiência é preciso polemizar.

Uma das polêmicas deste ano foi o vazamento de fotos da filha da deputada Maria do Rosário (PT-RS), que tem 16 anos. Nas imagens, a jovem aparece seminua e muito magra. Maria do Rosário, rival política do deputado, procurou a Polícia Federal para que o episódio fosse investigado.

"As fotos foram um presente para nós", diz Dom Werneck. "A menina tira foto nua, dando maconha para o cachorro...porra. A gente espera um pouco mais de um representante público."

Com base nos registros, foram feitas montagens comparando a adolescente com os filhos do militar. Os posts diziam que ela era anoréxica e usuária de drogas, enquanto os últimos seriam exemplos de retidão.

"Um é o pai que defende o movimento conservador, Deus e a tradição, e a outra é a Maria do Rosário, que defende menor de idade e a desconstrução da família. Então olha a diferença da filha dela e da família do Jair."
Relação com Bolsonaro

No entanto, o que foi descrito acima não acontece longe dos olhos de Jair Bolsonaro. O parlamentar é integrante de vários grupos de WhatsApp.

Em vídeo postado na página de Turetti no início de maio, Bolsonaro aparece segurando um smartphone que não para de receber notificações. "Daqui a pouquinho vou responder a todo mundo, tá ok? Só vou tomar um café", diz.

Os contatos também acontecem por outros meios. A maioria das pessoas consultadas para esta reportagem já se encontrou com Bolsonaro pessoalmente, em Brasília ou em alguma de suas viagens pelo Brasil. Todos dizem que ele é muito receptivo aos simpatizantes e chega a enviar sugestões para postagens.

Às vezes, é o próprio político que vai atrás dos militantes, especialmente se eles são populares na internet.

Direito de imagemARQUIVO PESSOALImage caption'100% do que Bolsonaro é eu sou uma cópia', diz professora baiana

Quando a professora baiana Dayane Pimentel, de 31 anos, gravou um vídeo para expressar sua admiração pelo ex-militar, não pensava que dentro de poucos meses iria visitá-lo para falar de sua própria candidatura.

Depois que a gravação viralizou, Dayane conta que ligou para o gabinete do deputado. Queria saber sobre um evento do qual ele participaria. Do outro lado da linha, o assessor pareceu surpreso: "Espera que Bolsonaro quer falar com você, estávamos tentando te achar".

"Ele viu o vídeo, compartilhou e veio me agradecer, (por) uma professora, nordestina e mulher estar apoiando-o", diz Dayane, cuja página no Facebook tem mais de 67 mil curtidas.

Hoje ela se apresenta como coordenadora do movimento na Bahia e quer se candidatar a deputada federal no ano que vem. Ela falou à BBC Brasil de Brasília, onde reunia-se com o parlamentar para conversar sobre suas pretensões eleitorais.

Sua agenda é a mesma do ídolo político: escola sem partido, educação militarizada e fim do que chama de ideologia de gênero. "Sou uma cópia 100% do que Bolsonaro é."
Motivo para apoiá-lo

A palavra-chave para explicar o apoio a Bolsonaro, de acordo com seus admiradores, é honestidade. O fato de ele não ser citado em escândalos de corrupção se tornou um grande ativo.

Mesmo diante de fatos polêmicos, como a afirmação do congressista de que seu antigo partido PP "recebeu propina, sim" - em referência a repasses do grupo JBS -, seus apoiadores continuam defendendo sua integridade.

O deputado fez o comentário na rádio Jovem Pan na terça-feira, em resposta ao comentarista Marco Antonio Villa: "Mas olha só, mas qual é o partido que não recebe propina? Qual o partido não recebe propina?".

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o deputado recebeu R$ 200 mil da JBS durante sua campanha de 2014 e encaminhou o dinheiro como doação ao PP.

Os militantes encaram a notícia como manipulação da imprensa. Uma postagem na página Bolsonaro Opressor 2.0 dá o tom das manifestações: "Ele não disse isso! Ele falou que todo PARTIDO atualmente recebe propina, por isso mesmo ele está tentando mudar de partido. Que jornalismo escroto, rasteiro e sujo!"Direito de imagemREPRODUÇÃOImage captionPostagem de página Bolsonaro Opressor 2.0 defendendo deputado

A cientista política e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Helcimara de Souza Telles diz que, num momento em que os indicadores de percepção de corrupção disparam, o militar reformado transformou-se na "resposta honesta."

"As pessoas pensam 'ninguém melhor do que esse cara para armar uma sensação de ordem'."

No entanto, ressalta o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Wilson Gomes, a ausência do congressista em mais denúncias não se deve necessariamente a sua conduta.

"Não apareceu em escândalos porque não tinha grandes chances eleitorais. Por que as empresas iam gastar um centavo com ele?", diz Gomes, que pesquisa democracia e internet.


Direito de imagemREPRODUÇÃOImage captionAlcance de publicações de apoio a Bolsonaro é de milhões de pessoas
Perfil do eleitor

O histórico ideológico de quem participa da campanha online é variado. Um se considerava marxista. Outro, simpatizante do PSDB. Um terceiro nunca pensou em apoiar políticos.

Os dados divulgados pelo instituto Datafolha em abril dão mais informações sobre o eleitor de Bolsonaro.

Segundo o levantamento, ele se saiu bem entre os brasileiros abastados e com mais educação formal.

No cenário em que disputa com Lula, Marina e Aécio, Bolsonaro atinge 27% das intenções de voto entre os que têm renda familiar mensal de R$ 4,7 mil a R$ 9,4 mil e 28% entre quem ganha mais do que isso. Lula, por exemplo, tem 19% nos dois estratos.

Outra característica dos integrantes desse grupo é a faixa etária. No cenário em que o pré-candidato conquista 15% do total de eleitores, ele atinge 20% entre os que têm de 16 a 24 anos.

Dom Werneck diz que "de 70 a 80%" do público atingido nas redes sociais dos apoiadores é de jovens e adolescentes.

Na análise do professor Comunicação Digital da USP Luli Radfahrer, o ativismo que une essas pessoas pode ser explicado por uma combinação de fatores tecnológicos e políticos.

Segundo ele, antes da internet, apenas as ideias da "elite intelectual" tinham espaço nos meios de comunicação do país. No entanto, essa elite, composta por formadores de opinião, não pensava da mesma forma que camadas majoritárias da população.

Com as redes sociais, diz o professor, todas as posições têm lugar - inclusive as mais radicais.

"Os que votam no Bolsonaro não tem voz na mídia tradicional, que os ignora. Bolsonaro vai explodir dentro de um espaço em que todos podem falar."

Somam-se a esse cenário os aspectos políticos.

Todos os entrevistados relataram desprezo a "tudo o que está aí". Para o professor, revoltado por causa da corrupção, da crise e do que vê como perda de valores na sociedade, onde novas sexualidades e relações são permitidas, o grupo encontrou seu candidato em alguém que "quer colocar as coisas em ordem".

"No fundo, esses caras são a voz da impotência. (Impotente) é aquele que fez tudo direitinho, e viu o poder político, social e econômico desaparecer. E a impotência dá muita raiva. Por que as pessoas estão furiosas no trânsito? Porque você está no seu mundo, pagou por seu carro, e é obrigado a enfrentar os outros, o ciclista, os demais motoristas. Você é ferido no seu poder."

Sobre as estratégias digitais usadas por esse grupo, o professor cita o ex-presidente americano Barack Obama, apontado como o primeiro a usar redes sociais para uma campanha, em 2008. No entanto, compara Luli Radfahrer, no caso de Bolsonaro o esforço é mais espontâneo e "oportunista".

"Obama tinha uma estratégia mesmo, o nome dele aparecia até em outdoors de videogames. Já os admiradores de Bolsonaro parecem mais um fã-clube, com gente empolgada, mas sem planejamento estratégico. Eles estão aproveitando a oportunidade."Direito de imagemREPRODUÇÃO FACEBOOKImage captionPostagem da página Jair Bolsonaro Presidente 2018, administrada por Turetti
Chances de vitória

Explicado o funcionamento da força-tarefa pró-Bolsonaro nas redes, fica a pergunta: ela ajudou nas sondagens eleitorais?

Provavelmente sim, diz o cientista político e pesquisador da FGV-SP Humberto Dantas.

"Estratégias no mundo virtual podem render bons alavancamentos. Não vejo outras razões para ter esse percentual do que a mobilização de seus apoiadores, porque ele não estava na mídia todos os dias e não é uma voz da oposição. Agora, a gente precisa entender se existe um teto para esse avanço e se ele já chegou lá."

No entanto, a maioria dos cientistas políticos ouvidos pela BBC afirma que o suporte virtual pode não ser suficiente. Para chegar a vitória, afirmam, outros elementos seriam necessários.

O principal deles: tempo de televisão.

O congressista está num partido pequeno e programas eleitorais mais extensos ficam com siglas ou coligações que têm maior bancada na Câmara.

Para Humberto Dantas, sem exposição na TV, ainda é difícil que uma candidatura deslanche. Nos Estados Unidos, onde a televisão é hoje menos importante do que o Brasil, mais de 40% da verba eleitoral de 2016 foi gasta em propaganda televisiva.

Direito de imagemARQUIVO PESSOALImage caption'As fotos (da filha da Maria do Rosário) foram um presente para nós', diz Dom Werneck

E mesmo que consiga chegar às telas, o discurso de Bolsonaro pode soar muito duro para parte da população, diz Wilson Gomes, da UFBA. Segundo o pesquisador, as falas dele dão certo nas redes sociais, onde são recebidas por setores mais radicais, mas, no geral, o brasileiro é moderado.

"Temos uma tradição humanista, de raiz católica. Podemos ser conservadores, mas não radicais. Esse discurso dificilmente passa da bolha digital."

Um elemento, no entanto, pode mudar esse cenário: o apoio de forças econômicas.

De acordo com Radfahrer, a agenda de Bolsonaro, com suas repetidas menções ao fim das reservas indígenas, pode agradar o agronegócio, por exemplo. Quando as empresas percebem um ganho pragmático nos políticos, ressalta, eles se tornam candidatos viáveis.

"No fundo, o que ele fala em relação a mulher, gay ou arma é fumaça. Mas o que diz sobre índio e aposentado é econômico e pode ser muito sério."


Frente a tantos questionamentos, os militantes não hesitam. Citam um caso recente, que contrariou as previsões.

"Quem esperava que Trump fosse eleito? As pessoas votaram escondido. Quando o cara ganhou, todo mundo ficou assustado", lembra Dom Werneck, antes de completar o paralelo.

"E assim está Jair Bolsonaro."
Polícia Federal deflagra Operação Poço Seco, fase 41 da Lava Jato

Em nota, a PF informou que estão sendo cumpridos 8 mandados de busca e apreensão, 1 mandado de prisão preventiva, 1 mandado de prisão temporária e 3 mandados de condução coercitiva nos estados do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 26, a Operação Poço Seco, 41ª fase da Operação Lava Jato.

Em nota, a PF informou que estão sendo cumpridos 8 mandados de busca e apreensão, 1 mandado de prisão preventiva, 1 mandado de prisão temporária e 3 mandados de condução coercitiva nos estados do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.

A ação policial tem como alvo principal a investigação de complexas operações financeiras realizadas a partir da aquisição pela Petrobrás de direitos de exploração de petróleo em Benin, na África, com o objetivo de disponibilizar recursos para o pagamento de vantagens indevidas a ex-gerente da área de negócios internacionais da empresa.

Em março deste ano, o juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB) por crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas, a 15 anos e 4 meses de prisão em ação penal sobre propinas na compra do campo petrolífero de Benin, pela Petrobrás, em 2011.

O nome da fase (Poço Seco) é uma referência aos resultados negativos do investimento realizado pela Petrobrás na aquisição de direitos de exploração de poços de petróleo em Benin/África.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba quando autorizados pelo juízo competente.

Brasília/DF

01 mandado de busca e apreensão

São Paulo/SP

02 mandados de busca e apreensão

Rio de Janeiro/RJ

05 mandados de busca e apreensão
01 mandado de prisão preventiva
01 mandado de prisão temporária
03 mandados de condução coercitiva
Após delação da JBS, Câmara recebe 13 pedidos de impeachment de Temer

Outros quatro pedidos já haviam sido apresentados, um deles foi arquivado

O pedido de impeachment do presidente Michel Temer feito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nesta quinta-feira foi o 13º apresentado desde o último dia 17, depois que a gravação entre Temer e o dono da JBS, Joesley Batista, foi revelada pelo GLOBO. Antes disso, outras quatro propostas de impedimento já haviam sido protocoladas na Câmara dos Deputados, sendo que uma delas foi arquivada (TUDO SOBRE A "REPÚBLICA GRAMPEADA")

Cabe ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aprovar ou rejeitar os pedidos. Nesta quarta-feira, Maia afirmou que as solicitações não podem ser analisadas como em um "drive-thru".

Ainda no dia 17 de maio, nas horas seguintes após as revelações sobre a delação da JBS, dois pedidos foram apresentados, pelos deputados federais Alessandro Molon (Rede-RJ) e João Henrique Caldas (PSB-AL), de acordo com informações da Câmara.

No dia seguinte, mais seis pedidos foram protocolados. Seus autores foram o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP); os deputado federais João Gualberto Vasconcelos (PSDB-BA), Diego Garcia (PHS-PR) e Molon (que entrou com um segundo pedido), o deputado deputado estadual Major Araújo (PRP-GO) e Beatriz Vargas, professora de Direito da Universidade de Brasília (UnB), que também entrou com dois pedidos.

Também entraram com propostas de impedimento os advogados Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos e Luís Carlos Crema, além de três integrantes do Sindpúblicos (Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos do Estado do Espírito Santo), Amarildo Batista Santos, Haylson de Oliveira e Rodrigo da Rocha Rodrigues.

Todos os 13 pedidos apresentados nos últimos dias são baseados na delação premiada de executivos da JBS. Qualquer cidadão pode entrar com uma proposta de impedimento do presidente.

DENÚNCIA DE CALERO MOTIVOU PRIMEIRO PEDIDO


O primeiro pedido de impeachment contra o presidente foi apresentado no dia 28 de novembro de 2016, pelo presidente do PSOL, Luiz Araújo.

Naquela época havia outro escândalo: a denúncia feita pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de que o então ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), o pressionou a interferir para liberação de empreendimento imobiliário milionário, cuja construção estava impedida pelo Instituto do Patrimônio Histório e Artístico Nacional (Iphan).

Na denúncia, Calero também acusou Temer de reforçar a pressão. O presidente confirmou que houve uma conversa com o antigo ministro, mas negou que o tenha pressionado.

Nos dias seguintes, outros dois pedidos foram protocolados com base na denúncia de Calero, ambos por civis: José Manoel Ferreira Gonçalves e Alexandre Jose da Conceição.

Em fevereiro de 2014, um quarto pedido foi apresentado, dessa vez pelo Movimento Estudantil Nova Mobilização. Baseado na "denenúncia de crimes de responsabilidade, atentado contra a Constituição e lesa-humanidade diária", a proposta foi a única até aqui a ser arquivada por Rodrigo Maia.
Nova fase da Lava-Jato mira operação que explorou petróleo na África pela Petrobras

Mandados são cumpridos no Rio, em São Paulo e no Distrito Federal

Agentes da Polícia Federal (PF) estão nas ruas do Rio para cumprir mandados de prisão e condução coercitiva nos bairros de São Conrado e Barra da Tijuca. Trata-se da 41ª fase da Operação Java-Jato denominada "Poço Seco". Além do Rio, são cumpridos mandados no Distrito Federal e São Paulo.

A ação policial tem como alvo principal a investigação de complexas operações financeiras realizadas a partir da aquisição pela Petrobras de direitos de exploração de petróleo em Benin (África), com o objetivo de disponibilizar recursos para o pagamento de vantagens indevidas a ex-gerente da área de negócios internacionais da empresa.

Os investigados responderão pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros. Os presos serão trazidos para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Segundo a TV Globo, um dos alvos no Rio seria a filha de Jorge Luz. Ele e o filho dele Bruno Luz foram alvos da 38ª fase da Lava-Jato, em fevereiro.

De acordo com as investigações, Jorge e Bruno teriam movimentado US$ 40 milhões em propina agindo como intermediários de agentes públicos e políticos, a maioria senadores.

Jorge aparece na Lava-Jato como um dos mais antigos e importantes operadores do PMDB no esquema de cobrança de propina, com a ajuda do filho. Ele teria atuação na Petrobras desde os anos 1980.

Foram expedidos, no total, 13 mandados judiciais: oito de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um de prisão temporária e três de condução coercitiva.

O nome "Poço Seco" é uma referência aos resultados negativos do investimento realizado pela Petrobras na aquisição de direitos de exploração de poços de petróleo na África.
Polícia Federal cumpre mandados da 41ª fase da Operação Lava Jato

Treze mandados estão sendo cumpridos em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Polícia Federal (PF) está nas ruas desde as primeiras horas desta sexta-feira (26) para cumprir mandados da 41ª fase da Operação Java Jato em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. A operação foi batizada de "Poço Seco".

Foram expedidos 13 mandados judiciais, sendo oito de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um de prisão temporária e três mandados de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento. As prisões foram cumpridas no Rio de Janeiro.

A ação tem ligação com dois lobistas ligados ao PMDB Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho que operavam para o partido dentro da Petrobras.

A ação investiga complexas operações financeiras realizadas a partir da aquisição pela Petrobras de direitos de exploração de petróleo em Benin, na África, com o objetivo de disponibilizar recursos para o pagamento de vantagens indevidas a ex-gerente da área de negócios internacionais da empresa.

Os investigados devem responder pela prática dos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros.

Os presos serão levados para a Superintendência da PF em Curitiba.

De acordo com a corporação, o nome da operação é uma referência aos resultados negativos do investimento realizado pela Petrobras na aquisição de direitos de exploração de poços de petróleo em Benin, na África.

Penúltima fase


A penúltima fase da operação foi batizada de Asfixia e teve como foco ex-gerentes da Petrobras suspeitos de terem recebido parte dos R$ 100 milhões em propinas de empreiteiras. O dinheiro, de acordo com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), foi movimentado por empresas.

Maurício de Oliveira Guedes foi solto. Já Marcio de Almeida Ferreira, Marivaldo do Rozário Escalfoni e Paulo Roberto Gomes Fernandes permanecem detidos na Superintendência da PF, em Curitiba.
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Nasa probe has made its first close pass to the gas giant after its five-year, 1.8 billion-mile journey from Earth

Analysis of the gas giant's magnetic field has revealed it is roughly ten times that of Earth's magnetic field

Juno detected electron beams that could explain why Jupiter's surface is covered in mesmerising auroras

Nasa's Juno has made its first close pass to Jupiter, revealing secrets about its atmosphere and interior that challenge previous assumptions about the giant gas planet.

The Juno mission, which launched in 2011 and began its first orbit last year, allows scientists to view Jupiter in new ways thanks to the probe's highly elliptical orbit, which passes over the planet's poles and dives within 5,000km (3,100 miles) of its cloud tops.

Now the Nasa probe has captured new images of the gas giant's chaotic cyclones, which are up to 1,400km (870 miles) across, roughly the length of Japan.

A NASA statement described the planet as 'a complex, gigantic, turbulent world' that is far different than scientists previously thought.

Two papers in the journal Science and 44 papers in Geophysical Research Letters describe a trove of discoveries made since Juno began orbiting Jupiter last year.


'We knew, going in, that Jupiter would throw us some curves,' said Scott Bolton, Juno principal investigator from the Southwest Research Institute in San Antonio.

'There is so much going on here that we didn't expect that we have had to take a step back and begin to rethink of this as a whole new Jupiter.

Juno's findings are 'really going to force us to rethink not only how Jupiter works, but how do we explore Saturn, Uranus and Neptune,' Bolton added.

With dozens of cyclones hundreds of miles across - alongside unidentifiable weather systems stretching thousands of miles - the poles look nothing like Jupiter's equatorial region, instantly recognizable by its stripes and Great Red Spot, a raging hurricane-like storm.

'That's the Jupiter we've all known and grown to love,' Bolton said.

'And when you look from the pole, it looks totally different ... I don't think anybody would have guessed this is Jupiter.'

He calls these first major findings 'Earth-shattering. Or should I say, Jupiter-shattering.'






A look at Jupiter's poles has shown they are covered with dozens of densely clustered storms, possibly dropping hail or snow.

'Images of Jupiter's previously-unseen poles show a chaotic scene of bright oval features,' said one of the studies in the journal Science.

These ovals, it turns out, are huge swirling storms, some of which measure up to 870 miles (1,400 kilometers) across.

Researchers found 'signs of ammonia welling up from the deep atmosphere and forming giant weather systems.'

Now, more study is needed to better understand the nature of Jupiter's storms, and why the planet acts this way.


A cylindrical map of the infrared emission from Jupiter as detected by the Jovian Infrared Auroral Mapper (JIRAM), an instrument on the Juno spacecraft

Juno has also revealed data regarding Jupiter's swirling magnetic fields, which are up to ten times stronger than the magnetic forces acting on Earth.

This will help understand the structure of the planet's atmosphere and whether it has a solid core, as models have predicted.

Analysis of the gas giant's magnetic field reveals that close to the planet, the field greatly exceeded expectations - it is substantially stronger than models predicted, at 7.766 Gauss, or roughly ten times Earth's magnetic field.

'Juno is giving us a view of the magnetic field close to Jupiter that we've never had before,' said Jack Connerney, Juno deputy principal investigator and the lead for the mission's magnetic field investigation at NASA's Goddard Space Flight Center in Greenbelt, Maryland.

'Already we see that the magnetic field looks lumpy: it is stronger in some places and weaker in others.

'This uneven distribution suggests that the field might be generated by dynamo action closer to the surface, above the layer of metallic hydrogen.

'Every flyby we execute gets us closer to determining where and how Jupiter's dynamo works.'


NASA's enhanced-color image of a mysterious dark spot on Jupiter shows a Jovian 'galaxy' of swirling storms in this image captured by NASA's Juno spacecraft on February 2, 2017, at 5:13 a.m. PDT (8:13 a.m. EDT), at an altitude of 9,000 miles (14,500 kilometers) above Jupiter's cloud tops.

Juno also is designed to study the polar magnetosphere and the origin of Jupiter's powerful auroras—its northern and southern lights.

These auroral emissions are caused by particles that pick up energy, slamming into atmospheric molecules.

Juno's initial observations indicate that the process seems to work differently at Jupiter than at Earth.

Juno is in a polar orbit around Jupiter, and the majority of each orbit is spent well away from the gas giant.

But, once every 53 days, its trajectory approaches Jupiter from above its north pole, where it begins a two-hour transit (from pole to pole) flying north to south with its eight science instruments collecting data and its JunoCam public outreach camera snapping pictures.

The download of six megabytes of data collected during the transit can take 1.5 days.

'Every 53 days, we go screaming by Jupiter, get doused by a fire hose of Jovian science, and there is always something new,' said Bolton.

'On our next flyby on July 11, we will fly directly over one of the most iconic features in the entire solar system -- one that every school kid knows - Jupiter's Great Red Spot.

'If anybody is going to get to the bottom of what is going on below those mammoth swirling crimson cloud tops, it's Juno and her cloud-piercing science instruments.'

In one study, researchers analysed results from Juno's flight just above the cloud tops.
 


JunoCam colour composite images of the north and south polar regions of Jupiter obtained on August 27 2016. The north polar image was taken at 11:59 UT when the spacecraft was 73,009km (45,365 miles) from Jupiter's cloud deck; the south polar image was taken at 13:56 UT when the spacecraft was 95,096km (59,090 miles) from the cloud deck

Images of Jupiter's previously-unseen poles show a chaotic scene of bright oval features, very different from Saturn's polar regions.

A time-lapse of Juno images reveals that the ovals are cyclones, some of which reach diameters up to 1,400km (870 miles) across.

Juno measured the thermal structure of Jupiter's deep atmosphere as it passed over the cloud tops.

These data show unexpected structures, which the authors interpret as signs of ammonia welling up from the deep atmosphere and forming giant weather systems.

In a second study, researchers studied Jupiter's auroras and its magnetosphere, the region where the planet's magnetic field dominates over the solar wind.

NASA'S JUNO MISSION


The Juno probe reached Jupiter last year after a five-year, 1.8 billion-mile journey from Earth.

Following a successful braking manoeuvre, it has now entered into a long polar orbit flying to within 3,100 miles (5,000 km) of the planet's swirling cloud tops.

The probe will skim to within just 4,200 km of the planet's clouds once a fortnight - too close to provide global coverage in a single image.

No previous spacecraft has orbited so close to Jupiter, although two others have been sent plunging to their destruction through its atmosphere.

To complete its risky mission Juno will have to survive a circuit-frying radiation storm generated by Jupiter's powerful magnetic field. The maelstrom of high energy particles travelling at nearly the speed of light is the harshest radiation environment in the Solar System.

To cope with the conditions, the spacecraft is protected with special radiation-hardened wiring and sensor shielding.

Its all-important 'brain' - the spacecraft's flight computer - is housed in an armoured vault made of titanium and weighing almost 400 pounds (172kg).



Juno encountered the giant planet's bow shock, essentially a stationary shockwave, as it entered the magnetosphere on 24 June 2016.

Since the spacecraft only encountered one bow shock as it approached the planet, compared to multiple encounters on subsequent orbits, this suggests that the magnetosphere was expanding in size at the time, according to researchers.

Taking advantage of its unique perspective when positioned above the poles, Juno detected downward-travelling electron beams that shower energy into Jupiter's upper atmosphere, potentially powering the huge auroras that Juno saw in ultraviolet and infrared images.

Intriguingly these electron showers appear to have a different distribution from those that occur on Earth, suggesting a radically different conceptual model of Jupiter's interaction with its space environment, researchers said.

'The results from Juno's initial close passes of Jupiter are changing our understanding of this gas giant,' researchers from the Southwest Research Institute in San Antonio, Texas, said in a scientific paper.

JUPITER'S GIANT AURORA


Jupiter's auroras were first discovered by the Voyager 1 spacecraft in 1979.

A thin ring of light on Jupiter's nightside looked like a stretched-out version of our own auroras on Earth.


But later, astronomers discovered the auroras were best visible in the ultraviolet. Scientists also discovered the planet has X-ray aurora too.

Jupiter's aurora are larger than our entire planet and unlike those on Earth, occur almost continuously.

This suggests that the mechanism causing this light show is different from that on Earth.

While Earth's Northern and Southern lights are triggered by energetic particles from the sun slamming into gas atoms high in the atmosphere, Jupiter appears to have another source.

Scientists believe its powerful magnetic field accellerates charged particles from the space around it towards its poles, to cause similar interactions.

The volcanic moon Io spews oxygen and sulfur ions into Jupiter's spinning magnetic field, which sends them hurtling towards the planet below.

Upon entering the atmosphere, their electrons are first stripped away by molecules they run into, but as they slow down they start grabbing electrons back. The 'charge exchange reaction' produces intense X-ray auroras.

Yet scientists have been baffled as to how Jupiter's magnetic field accelerates these particles.

'Juno's direct glimpse of Jupiter's poles shows numerous cyclonic storms clustered together and a storm illuminated in Jupiter's nightside that provided a measurement of its vertical extent.

'The deep microwave sounding of Jupiter by Juno demonstrates the power of this technique for unveiling spatial and temporal structure in the ammonia abundance.

'The initial measurement of Jupiter's gravity will inform interior models with implications for the extent, existence, and mass of Jupiter's core.'

The research was published in the journal Science.

The solar-powered Juno spacecraft launched in 2011, and made its first tour around Jupiter on August 27, 2016.

Juno moves in an elliptical orbit, skimming within 3,100 miles (5,000 kilometers) of Jupiter's cloud tops and passing over the poles.

Juno's mission is scheduled to end in February 2018, when the probe will self-destruct by diving into the planet's atmosphere.

The $1.1 billion project aims to peer beneath the clouds around Jupiter for the first time to learn more about the planet's atmosphere and how much water the planet contains.
Fernandinho Beira-Mar é um pivete perto de Dilma e Lula

A PF desbaratou hoje o esquema de Fernandinho Beira-Mar, prendendo sua irmã e seu filho.


O bando é acusado de ter movimentado valores superiores a 9 milhões de reais com o tráfico de drogas.

Lula e Dilma Rousseff, só no esquema da JBS, receberam no exterior 150 milhões de dólares.

Fernandinho Beira-Mar é um pivete.


Vídeo: Black blocs bandidos mascarados depredam o Ministério da Cultura

Black blocs soltam bomba na entrada privativa do ministro, apedrejam vidros e destroem computadores por mais de 30 minutos no Ministério da Cultura

Vídeos de circuito interno obtidos por VEJA mostram o início dos atos de vandalismo contra o Ministério da Cultura (Minc) no Ocupa Brasília, protesto contra o presidente Michel Temer que terminou em pancadaria e baderna nesta quarta-feira. As imagens revelam que os mascarados atacaram por mais de meia hora o andar térreo do edifício, sem qualquer reação de forças de segurança federais ou policiais militares. A defesa do edifício, dividido com o Ministério do Meio Ambiente, era de responsabilidade do governo federal e realizada por agentes privados contratados.

A ação dos vândalos começou por volta às 14h36. Havia um grupo de sindicalistas sentado na calçada. Eles se retiram em meio a uma correria na Esplanada. No mesmo momento, os mascarados começam a atirar pedras nas vidraças. Depois, destroem a entrada com barras de ferro e uma placa de sinalização. Um deles arremessa uma bomba contra a porta de entrada e comemora erguendo os braços.

O principal ponto de ataque foi a recepção, onde computadores foram destruídos, e a entrada privativa do ministro, onde os black blocs incendiaram um sofá – o fogo foi apagado por bombeiros civis do Minc. Dezenas de vidraças foram apedrejadas, algumas no terceiro andar. Uma biblioteca que seria inaugurada na próxima semana foi vandalizada – os mascarados atearam fogo aos livros. O prejuízo ainda não foi calculado, segundo a assessoria do Minc, porque está sendo feita uma perícia pela Polícia Federal. Por esse motivo, o expediente foi suspenso nesta quinta e na sexta-feira.

No mesmo edifício, funciona o Ministério do Meio Ambiente. Segundo a assessoria do órgão, além do princípio de incêndio e dos equipamentos, houve depredação de mesas, cadeiras, extintores, elevadores e móveis do hall de entrada. O ministério estimou os prejuízos, até o momento, em cerca de 230 000 reais. O MMA funcionou parcialmente nesta quinta – a parte administrativa foi a mais afetada.





Esplanada dos ministérios tem prejuízo milionário com depredação e roubo

Prejuízo calculado por ministérios ultrapassa a conta de 2 milhões de reais - e ainda vai subir


Ultrapassa a casa de 2 milhões de reais o prejuízo do governo federal com as depredações causadas por black blocs e até furto de equipamentos na Esplanada dos Ministérios durante uma manifestação contra o presidente Michel Temer, nesta quarta-feira. Em alguns ministérios houve paralisação parcial de trabalhos nesta quinta-feira para perícia e cancelamento de compromissos por causa dos danos.

VEJA enviou a todos os ministérios pedidos de informação sobre casos de depredação e custos de reparo, mas nem todos responderam até a última atualização desta reportagem. A soma parcial é de 2 250 746, 95 reais. Depois de todos os prejuízos serem estimados, a Advocacia-Geral da União vai ajuizar ação de cobrança para ressarcimento aos cofres públicos contra as centrais sindicais que convocaram a manifestação.

Dos prejuízos informados até o momento, o maior foi no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: 1 105 057,90 reais. O motivo foi o incêndio no salão de atos e na portaria privativa do ministro. “Foram perdidos móveis, quadros com fotos de ex-ministros, quebrados vidros do prédio, computadores e queimadas cortinas. O fogo, alimentado pelos tapumes de madeira, foi controlado pela Brigada de Incêndio do ministério, pois os bombeiros foram impedidos de chegar até as chamas. O local está sendo periciado. Hoje estava programada reunião para o auditório do Conselho Nacional de Política Agrícola (CNPA) e foi cancelada”, informou a assessoria de imprensa.

O segundo maior foi no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que divide um prédio com o Ministério da Integração Nacional. São 522.599,04 reais, conforme a assessoria de imprensa do órgão: “A fachada do prédio foi danificada obrigando a substituição e a colocação de 450m² de vidro. Houve um início de incêndio com a queima de diversas mobílias e equipamentos da sala. Dezenas de computadores e equipamentos eletrônicos foram furtados e danificados, bem como documentos. Também houve avaria no posto de posto de atendimento do Banco do Brasil, que funciona no saguão do edifício”.

O Ministério do Planejamento apresentou uma planilha com custos estimados em 330 979,31 reais para recuperar janelas com película, persianas, divisórias, mobiliário, ar-condicionado, computadores, forro, pintura, elevador, espelhos e contêineres. O ministério não considerou nesta conta bens de servidores que estavam nas salas depredadas, tampouco equipamentos eletrônicos com possível dano interno.

No Ministério da Cultura, o prejuízo só será calculado depois de concluída a perícia da Polícia Federal. O Ministério do Meio Ambiente, que divide o mesmo edifício, estimou em cerca de 230 000 os custos de reparo. O prédio foi apedrejado e incendiado, conforme mostram imagens obtidas por VEJA.

O Ministério da Educação vai gastar 43.119,70 reais para recuperar as vidraças e remover pichações.

No Ministério de Minas e Energia, que divide o edifício com o Turismo, o prejuízo foi de 19 000 reais, em vidraças, persianas, computador, condensador de ar e placas de sinalização.

O Ministério do Desenvolvimento e Indústria informou que vidros de uma das portarias foram quebrados, mas não levantou o custo de reposição. O Ministério da Fazenda afirmou que vidros das portarias de dois blocos foram danificados, mas ainda não tinha estimativa do valor de reparo.





NASA divulga fotos do fantástico mundo do planeta Júpiter

Uma análise (com novas fotos) dos primeiros resultados da sonda Juno, divulgados nesta quinta (25)

Ciclones de 1 400 km de diâmetro, mais de 60 luas, e eventos frequentes com auroras boreais que transformam a superfície em um espetáculo de luzes. Um mundo saído de um filme de ficção científica? Nada disso. Trata-se de um velho conhecido nosso: Júpiter, o maior planeta do sistema solar e o quinto mais próximo do Sol. Um dos primeiros cientistas a observá-lo foi o italiano Galileu Galilei (1564 – 1642) há 400 anos. Foi por meio da observação do corpo em um telescópio primitivo que ele descobriu, por exemplo, que Júpiter tinha (ao menos, achava à época) quatro luas. O gigante do Sistema Solar, que sempre habitou a imaginação de pesquisadores e apaixonados pela astronomia, agora parece estar pronto para nos dar algumas respostas a mais, com os primeiros resultados da sonda Juno, que chegou à órbita do planeta em julho de 2016.


As imagens coletadas pelo aparelho e publicadas na última edição (de hoje, dia 25) da revista Science revelam detalhes de um ambiente ainda pouco conhecido. Já se sabia, por exemplo, que a atmosfera do planeta é turbulenta. Porém, Juno identificou, nos polos, a presença de ciclones com diâmetros de até 1400 km. “A novidade aqui não está na descoberta, em si. Mas em poder olhar mais de perto para esse mundo maravilhoso e, assim, começar a desvendar a atmosfera de Júpiter, que é muito mais complexa do que a da Terra”, disse o astrofísico gaúcho Roberto Dell’Aglio Dias Costa, professor da Universidade de São Paulo (USP).

Além disso, Juno também trouxe informações sobre a parte profunda da atmosfera do planeta, onde encontrou sinais de amônia, um dos compostos responsáveis por formar sistemas climáticos gigantes. Encontrar algo assim ajuda, por exemplo, a saber o que se tem no núcleo do planeta, o qual os cientistas já imaginavam ser rochoso e agora estão um passo mais próximos de confirmar tal teoria.

“Ao saber qual é a composição da atmosfera, conseguimos desvendar o que se tem no centro e, a partir disso, entender como um planeta se formou. Imaginamos que o processo tenha sido parecido com o da Terra e o do Sol. Aqui, no nosso planeta, porém, muito dessa composição original se perdeu. A esperança é que Júpiter tenha mantido isso e possa nos dizer mais sobre como o sistema solar se formou”, explicou o astrofísico paulista Nilton Rennó, da Universidade Michigan (EUA) e colaborador frequente da Nasa.


Esse vizinho gigante ainda superou a Terra em seu campo magnético. Essa estrutura de Júpiter é cerca de 10 vezes mais forte que a nossa, ultrapassando a medida o que as teorias antes previam. A descoberta é importante porque esse é um dos componentes responsáveis por manter a atmosfera de um planeta preservado e um dos fatores essenciais para que se tenha vida. Em Júpiter, isso não é possível, evidentemente, por se tratar de um planeta gasoso, não rochoso. Isso não se pensarmos em vida como a concebemos. “Esse número mostra que os modelos estudados até então precisam ser revistos. No entanto, quando contradizemos teorias anteriores é que evoluímos e fazemos ciência”, completou Dias Costa.
Quando foi absorvida pela imensa gravidade de Júpiter, Juno atingiu uma velocidade de 250 mil km/h para se posicionar a 4 500 km do topo das nuvens do planeta, numa distância considerada pequena por especialistas. Até então, apenas uma outra sonda, a Galileo, da NASA, havia orbitado o local, em 1995. Porém, ela não chegou tão perto do corpo como Juno fez agora, devido ao ambiente extremamente hostil para aparelhos eletrônicos, que podem ser destruídos pelos cinturões de radiação emitidos. A estimativa é que a sonda tenha enfrentado, no mergulho inicial, uma dose equivalente a um milhão de raios-X para cumprir a missão.

Com oito equipamentos de sensoriamento remoto, mais câmeras, a sonda investiga as várias camadas gasosas do planeta, colhendo informações sobre sua composição, temperatura e movimento. Depois da primeira aproximação, Juno entrou em uma órbita elíptica que durou 53 dias. O aparelho, que leva o nome de uma deusa da mitologia romana custou cerca de 1,1 bilhão de dólares. Ele voltou a entrar em contato com o gigante Júpiter no dia 27 de agosto, quando foram coletados os dados apresentados nessa nova pesquisa.

Mas além de Júpiter, a sonda também tem outro interesse, muito mais animador, convenhamos: a lua Europa, um dos 67 satélites do planeta. Ela é rochosa como a nossa própria lua, tem um oceano que envolve todo o corpo e ainda é o único lugar conhecido fora da Terra que conta com vulcões ativos. Ou seja, uma fórmula provável para a existência de vida.

Nesse aspecto, o objetivo de Juno é descobrir mais sobre a camada de gelo que cobre o enorme mar de Europa e se aprofundar nesse intrigante endereço do sistema solar. “Traçamos linhas evolutivas da vida dentro da nossa referência, que é a vida na Terra. Entretanto, como será que ela poderia evoluir em outro sistema? Uma sonda como Juno tem o objetivo de entender melhor tais corpos para que possamos responder às perguntas que permeiam a existência humana”, finalizou Dias Costa.