11/01/2017

Na estreia do Corujão do Doria

Na estreia do Corujão do Doria

Na estreia do Corujão, paciente se antecipa para garantir volta de metrô

Com a promessa de acabar até abril com uma fila de quase meio milhão de pessoas, teve início nesta terça-feira (10) o Corujão da Saúde, programa da gestão João Doria (PSDB) para acelerar a realização de exames médicos em São Paulo. A estreia teve pacientes que chegaram mais cedo para conseguir voltar de transporte público e outros que fizeram o exame em horário normal, pois nem todas as unidades funcionarão em períodos alternativos.

Atualmente, 485 mil pessoas esperam há pelo menos 30 dias por algum procedimento, principalmente ultrassonografia (349 mil). Em seguida na lista dos mais demandados, vêm tomografia (42 mil), ecocardiografia (33,5 mil) e mamografia (32,2 mil).

Ainda não está definido o número exato de pessoas que farão exames pelo programa, pois as 73 mil que aguardam há mais de seis meses serão avaliadas novamente.

A prefeitura espera atender a toda a fila de espera com parcerias com clínicas e hospitais privados e filantrópicos. Por ora, oito aderiram, com número de atendimentos ainda insuficiente para a demanda. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz é o que fará o maior número de exames, por enquanto. Serão 7.530 pelo programa até março, a maior parte (4.800), tomografias computadorizadas.

A unidade de filantropia do Sírio-Libanês, na Bela Vista (região central), estendeu seu horário e fará, em três meses, 6.720 ultrassonografias adicionais ao longo dos três meses do Corujão. O HCor, que recebeu visita de Doria, oferecerá 300 tomografias por mês.

Um chamamento público foi aberto na semana passada para o cadastramento de clínicas e hospitais privados ao programa. Eles poderão manifestar interesse a qualquer momento, até abril. "A fila era uma crueldade", disse o secretário da Saúde, Wilson Pollara.

PACIENTES

José Benedito Aguiar, 68, chegou mais de uma hora antes para a tomografia, marcada para as 23h na unidade principal do hospital, no Paraíso. Ele queria garantir a volta de metrô, para não ter que pagar um táxi.

Doria afirmou que a prefeitura estuda a criação de linhas para atender locais do Corujão, mas ainda não há uma definição.

Aguiar ainda espera um ultrassom abdominal, segundo ele marcado em novembro 2014. Mas, assim como os outros pacientes há mais de seis meses na fila, ele terá de ir a nova consulta para revalidar o pedido de exame. "É um absurdo", reclamou.

Já a aposentada Joana Rocha Felipe, 64, conseguiu fazer o exame no pulmão que esperava há mais de um ano, após o ter o pedido renovado.

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